Foi celebrado ontem o 4º aniversário da Time To Surf, a quem dou os meus parabéns e lanço os votos de maiores e ainda melhores sucessos para o futuro.
Dentro de 6 horas irão abrir as urnas para os Portugueses elegerem o seu XIX Governo Constitucional da 3ª República.
"Que tem isso a ver com surf?" pergunta o leitor. A resposta fácil seria dizer que o lema da 3ª República podia bem ser "há 36 anos a meter água", mas não irei por aí.
O que interessa para os Portugueses em geral, e para o Surf em particular, o Governo que irá ser eleito amanhã, será a definição das políticas para os próximos 4 (8?) anos, que nos irão dizer respeito a todos.
Porquê? Se pensarmos, fora os fatos de neoprene que vestimos, e a trendy "surfwear" que se vende por aí - produto de grandes empresas multinacionais - tanto as escolas de surf como os shapers são, por natureza, PMEs (pequenas e médias empresas).
As PMEs formam o grosso do tecido empresarial europeu, e são vistas como o futuro do sustento da sociedade e do modo de vida Europeu (do nosso estado social, etc.). E contudo, são muitas vezes as primeiras a sentirem na pele a violência estrutural que advém das crises financeiras, quer na carga fiscal, quer no acesso ao crédito, nas leis laborais, etc.
Por outro lado, tantas vezes advogado em praça e tão pouco concretizado, o aproveitamento que Portugal poderá - e deverá - fazer do Mar, em todas as suas vertentes de negócio, tem sido (desde a saudosa Expo 98), um plano adiado, votado para o campo das boas intenções, das bonitas referências de discursos, onde a palavra "sustentabilidade" ou o chamado "desígnio histórico nacional" tantas vezes lhe são glosadas, qual epopeia Camoniana votada a permanecer hermeticamente encerrada em relatórios, pareceres e Roadmaps.
Hoje todos estes temas estão em jogo. Hoje mais uma vez poderemos ter uma palavra a dizer sobre que futuro queremos para Portugal.
Ou então podemos ir à praia apanhar umas, e deixar mais uma vez o País a ver navios.
Hoje, ou nos comprometemos todos enquanto uma Nação, ou acabaremos no buraco, como indivíduos.
Nas palavras de Pedro Passos Coelho: "não vai ser fácil, mas vai valer a pena". Assim o espero... Mãos à obra Portugal.
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